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Por que investir em imóveis?

Não é novidade para ninguém que o mercado imobiliário em algumas regiões no Brasil, vem crescendo de forma assustadora. Algumas cidades e ou verdadeiros complexos metropolitanos, estão experimentando uma forte valorização no setor de imóveis nos últimos anos, fator que desperta em muitos um certo temor para aquilo que ficou conhecido como "bolha", neste caso imobiliária, traduzindo em poucas palavras, um crescimento não sustentado, falso, incompatível com a renda real.

Vamos tomar como exemplo Niterói, apenas em 2011, a cidade experimentou um aumento médio de 18% na valorização dos seus imóveis (segundo dados do secovi), ou seja, alguns bairros se valorizaram mais, outros menos que 18%.

Para termos um cenário de bolha imobiliária, o perfil do comprador em sua maioria tem de ser investidor, no entanto este crescimento foi puxado em sua maioria por pessoas que realizaram a aquisição do seu primeiro imóvel, Niterói, hoje por sua qualidade vida, proporcionada por sua disponibilidade de bens e serviços, é a cidade mais cobiçada em sua região, tendo como objetivo de destino, moradores de cidades como São Gonçalo, Itaboraí e Marica.
Não o bastante, filhos de niteroienses raramente deixam a cidade, logo gera-se uma forte demanda, de novas unidades.

Fora isso, os casos incapacidade de pagamento são ínfimos, do contrário não teríamos novos lançamentos, afinal de contas nenhuma empresa investe para ter prejuízo nas vendas.

Logo podemos concluir que a corrente de especulação imobiliária no mercado de Niterói, na atual conjuntura, inexiste.

No caso dos imóveis prontos, a situação se assemelha, hoje ainda temos uma fortíssima demanda por aluguel, e logicamente com o tempo esses inquilinos tornar-se-ão proprietários, e neste caso não importa se de novo ou usado.

Mas a questão central é por que investir em imóveis?

No atual cenário do mercado investidor, as antigas opções consideradas seguras, não trazem mais a rentabilidade como em anos atras, isso se deve as constantes quedas nas taxas de juros, que automaticamente impactam nas rentabilidades diretas e indiretas de opções como fundo de investimentos, fundo CDI e CDB, Tesouro direto, e a mais popular de todas, a caderneta de poupança.

A questão apenas parece complicada, mas na verdade ela é bem simples.
Ao deduzirmos a inflação acumulada num determinado período, do retorno de capital que obteve-se em quaisquer dos investimentos mencionados, podemos verificar que o ganho foi quase zero, ou seja, a inflação esta quase que anulando o seu ganho de capital.

No caso do imóvel, seja para aluguel ou revenda, a exemplo de lançamentos comprados na planta, o retorno dos últimos anos tem sido bem maiores do que todas as outras opções de investimentos mencionadas. Isso porque a demanda por novas unidades cresce cada vez mais. Já em imóveis usados, embora o investimento inicial seja maior, o ganho é imediato, uma vez que o mercado de locação encontra-se tão aquecido quanto o de vendas.

Todos esses fatores contribuem para que o investimento no mercado imobiliário, embora não tenha liquidez (disponibilidade imediata de dinheiro), possui um grande retorno.

Fontes: Carta Capital, Exame, Secovi, Bovespa. Postado por Thiago Siciliano